Quem sou eu
- Carollina Martins
- "Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Sou isso hoje... Amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim. Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar... Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!"
terça-feira, 30 de outubro de 2007
terça-feira, 9 de outubro de 2007
A música
Duvido que não tenha, pelo menos, uma música especial pra você, qualquer que seja ela. O motivo é o de menos. Um momento, as letras, uma melodia, uma trilha. Uma pessoa, um lugar, uma época. Nada disso, tudo isso, exatamente aquilo. A música. Você deve cantar bem, sabe tirar algumas notas do violão, ou toca flauta como ninguém. Provável que tenha um dom pra música, ou como eu, nunca tirou 100 no videokê e canta assim mesmo, bem alto, alguma música especial quando não tem ninguém olhando. Ou quando ta todo mundo vendo e que se dane, afinal você está feliz e graves e agudos não podem mudar isso.
Uma música pode mudar tudo. Aquela prova péssima de difícil, e alguém passa lá fora da sala, com o carro nas alturas tocando aquele som agradabilíssimo que te deixa super bem humorado. Você ri, e lembra que está estressado a toa, a vida é tão bacana. Olha pra prova e lembra que estudou aquilo, ou que o professor deu uma explicação ótima, e começa a escrever, bem mais calmo, e sorrindo. Ah trânsito chato... Liga o rádio para se distrair, e olha se não é a música nova da sua banda favorita que começa a tocar! E por, mínimos que sejam, três minutos você esquece os problemas dessa rotina patética que nos une enquanto seres humanos.
Tem música que só presta a mensagem, e tem aquela que era melhor nem saber o que dizia a letra. Lenta, mais agitada, velha ou nova. Tem sempre aquela música que você coloca pra tocar tantas e quantas vezes puder antes de aparecer alguém para reclamar se o disco não está arranhado, mesmo sabendo que mp3 e CD não arranham. É tão bom ficar repetindo aquelas palavras das quais tanto gostamos... Mesmo que elas nos lembrem coisas que devemos, e sabemos disso, esquecer. Deitar na cama olhando pro teto, som bem alto, pensando na vida. Seja a sua, ou alguma vida qualquer... Aquela vida qualquer...
Músicas que só te traziam lembranças boas e acabam virando trilhas de filme de terror são grandes problemas, afinal é inevitável que as ouçamos. Requer certo tempo (e é esse certo que intriga, porque não tem regra para entender e conhecer esses tais de certo e errado) até que a música volte a ser boa novamente, mas o momento para o qual parece que ela foi feita vai estar lá, sempre. Que ao menos a lembrança fique mais amena, e não martele, como uma saudade, uma mágoa. Lembrança é um momento rápido, daquilo que esquecemos, e só às vezes nos recordamos.
Mas tem o silêncio. E pra certas coisas, em certos momentos, melhor música não há. Quando palavras não conseguem dizer, por mais que se tenha tentado, tanto, tantas vezes e de tantas formas. Quando melodias são o mesmo que nada, notas de qualquer tipo se resumem ao nulo, e a necessidade de medir, de dizer, de descrever sentimentos, vontades e pensamentos não consegue cessar. Porque parece que ainda falta, que não era bem aquilo que você quis dizer, era além. Além disso, como fazer com que entendam? E se não conseguir? Frustração. Então deixa que o vento canta, o coração fala e você... Bom, você fica quietinho e se deixa guiar. Porque as coisas se encaixam; não como um quebra-cabeças, mas como um beija-flor numa margarida. Sutil, porém exato.
Assinar:
Comentários (Atom)
