Quem sou eu

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"Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Sou isso hoje... Amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim. Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar... Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!"

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quando nasce um filho,
Nos pegamos cheios de medos:
De não sabermos cuidar, alimentar e consolar;
De não conseguirmos segurar a barra do cansaço, das noites insones, das olheiras que aumentam mais e mais;
De não sobrevivermos às mudanças, mesmo sabendo que agora temos de fazê-lo por alguém que precisa de nós;
Medo de adormecer com aquela coisinha pequena no braço e derrubá-la no chão;
Medo de nunca mais termos de volta a nossa vida, a própria vida, porque o tempo parece ter adquirido vontade própria;
Medo de um choro repentino assim que conseguimos, finalmente, fazê-lo dormir;
Medo de que não arrote, medo de que não nos queira bem, medo de que sinta uma dor qualquer que não se possa apaziguar;
Medo do inseto que fira, medo da água estar fria ou quente demais, medo que a roupinha irrite a pele tão fina...
Esses são os pequenos e primeiros medos, que somem com os dias e dias que virão...
Esses darão lugar a outros porque a vida agora assume contornos mais reais e essa criatura é tão pequena, tão indefesa...
Depende tanto da nossa lucidez, que, a trancos e barrancos, conseguimos manter...
Mas, depois que nasce um filho,
Um amor tão, mas tão grande transborda de dentro do peito
Que a noção do nosso limite se perde.
Não há palavra, afago, ou lágrima que consiga drenar essa loucura tão misteriosa,
Que é amar alguém assim, tão em profusão.
Aí todos os medos, os grandes e os pequenos, sucumbem
Porque esse amor tão insuspeito
Nos ensina que a medida pra amar alguém assim é deixar
Que essa mão pequenina leve o nosso coração pelos caminhos desconhecidos
Numa história sem fim
De um amor que desconhece o medo.

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