Quem sou eu

Minha foto
"Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Sou isso hoje... Amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim. Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar... Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Saudade nenhuma de mim

Volta e meia, crônicas, romances e poemas terminam com a indefectível frase: "Saudades de mim". Será que eu já escrevi isso alguma vez, que sinto saudades de mim? Devo ter cometido, eu também, esta dramatização barata, somos todos reincidentes nos clichês. Mas, olha, sinceramente, não sinto, não.

Lembro de uma menina que se sentia uma estranha na sala de aula. Que adorava tomar lanche nas Lojas Americanas do centro da cidade. Que ficava esperando ser tirada pra dançar nas reuniões dançantes, e quando acontecia, que êxtase! Na vez em que foi tirada pelo garoto de quem ela era a fim (e ele a apertou mais do que os bons modos permitiam), os pais da menina chegaram justo naquela hora para buscá-la, sua primeira grande frustração. Lembro do primeiro beijo da menina, ela completamente nervosa. Lembro da menina já grande, em seu primeiro estágio, iniciando vida profissional. Lembro da menina agindo como adulta, indo morar fora do país. Lembro da menina voltando, sem resquícios da menina que havia sido. Saudades dela? Afeto por ela. Saudades eu tenho de nada.

Não voltaria um único dia na minha vida, e lembranças boas é o que não me faltam. Não voltaria à infância - mesmo nunca mais tendo sentido tanto orgulho de mim quanto senti no dia em que ganhei minha primeira bicicleta sem rodinhas auxiliares, aos 6 anos, e saí pedalando sem ajuda, já no primeiro minuto, sem quedas no currículo. Não voltaria à adolescência, quando fiz minhas primeiras viagens sozinha com as amigas e aprendi um pouquinho mais sobre quem eu era - e sobre quem eu não era. Não voltaria ao dia em que minhas filhas nasceram, que foram os dias mais felizes da minha vida, de uma felicidade inédita porque dali por diante haveria alguma mutilação na liberdade que eu tanto prezava - mas, por outro lado, experimentaria um amor que eu nem sonhava que podia ser tão intenso. Não voltaria ao dia de ontem - e ontem eu era mais jovem do que hoje, ontem eu era mais romântica do que hoje, ontem eu nem tinha pensado em escrever esta crônica, ontem faz mil anos. Não tenho saudades de mim com menos celulite, não tenho saudades de mim mais
sonhadora. Não voltaria no tempo para consertar meus erros, não voltaria para a inocência que eu tinha - e tenho ainda. Terei saudades da ingenuidade que nunca perdi? Não tenho saudades nem de um minuto atrás. Tudo o que eu fui prossegue em mim.

Martha Medeiros

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Tudo é incerto


"Tudo é incerto, a começar pela data da nossa morte. Incerto é nosso destino, pois, por mais que façamos escolhas, elas só se mostrarão acertadas ou desastrosas lá adiante, na hora do balanço final. Incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só. Enfim, incerta é a vida e tudo o que ela comporta. Somos aprendizes, somos novatos, mas beneficiários de uma dádiva: nascemos. Tivemos a chance de existir. De nos relacionar. De fazer tentativas. O sentido disso tudo? Fazer parte. Simplesmente fazer parte."

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Atalhos

Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.

Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.

Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.

Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.

O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.

A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.

Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Pra enrolação...atalho.

Martha Medeiros

domingo, 27 de setembro de 2009


Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, na internet, nas paradas de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade. Há quem acredite que o amor é medicamento. Pelo contrário. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: "Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu." Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas. O Amor, ao contrário do que se pensa, não tem de vir antes de tudo. Antes de estabilizar a carreira profissional, antes de fazer amigos, de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir, sem máscara e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isso é chantagem, arrisco-me a sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável, e não é tarefa tão complicada. Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem.
Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa. "As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas".

Martha Medeiros


sábado, 26 de setembro de 2009

O que é solidão?


"Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo....(Isto é carencia).
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausencia de entes queridos que não pode mais voltar.....(Isto é Saudade).
Solidão não é o retiro voluntário que a gente impõe, as vezes, para realinhar os pensamentos....(Isto é equilibrio).
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida....
(Isto é um princípio da naturaza).
Solidão é muito mais que isto.
"Solidão é quando nos perdemos de nós mesmo e procuramos em vão pela nossa Alma".
(Chico Buarque de Holanda).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009


"A verdadeira magia está dentro de nós...
Em nossos corações...
Qualquer lugar é mágico... Basta sentir...
E voar nas asas do vento...
E por um momento se deixar levar...
Lembre-se de sempre ter um sonho
pois a vida é um milagre
com todas as suas formas e cores...
É como mágica...Você faz acontecer!"

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

CARTA DE UM HOMEM PARA TODAS AS MULHERES


Não importa o quanto pesa.

É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher.

Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim.

Nossa avaliação é visual.

Isso quer dizer, se tem forma de guitarra... Está bem. Não nos importa
quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de
medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas,
cheinhas, femininas.... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota
numa fração de segundo.

As muito magrinhas que desfilam nas passarelas seguem a tendência
desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays, e
odeiam as mulheres, e com elas competem.

Suas modas são retas e sem formas, e agridem o corpo que eles odeiam,
porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura.

A elegância e o bom trato são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem.

Usem!

Para andar de cara lavada, basta a nossa.

Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas.

Porque razão as cobrem com calças longas?

Para que as confundam conosco?

Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras, e pronto.

Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão,
e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas é como ter o
melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo
magra, anoréxica, bulímica e nervosa logo procura uma amante cheinha,
simpática, tranqüila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez!

Trate de agradar a nós, e não a vocês, porque nunca terão uma
referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher.

Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com
sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 30 para cima, são verdadeiros pratos fortes.

Por Luiza Brunet, Maria Cândido...Jannifer Lopez, Eva Mendes...somos
capazes de atravessar o Atlântico a nado.

O corpo muda... cresce.

Não podem pensar, sem ficarem psicóticas, que podem entrar no mesmo
vestido que usavam aos 18. Entretanto, uma mulher de 45, na qual entre
na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento, ou
está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio,
e sabem controlar sua natural tendência à culpas.

Ou seja,

aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em
setembro, não antes);
quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se sabota e não sofre);
quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade;
quando tem que comprar algo que goste, compra;
quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas
de estrias não lhes tira a beleza.

São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas,
não tiveram anos 'em formol', nem em spa... viveram!

O corpo da mulher é a prova de que Deus existe.

É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram
alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de
cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos
vivos.

Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto.

Tudo junto!



Assinado: UM HOMEM

terça-feira, 22 de setembro de 2009

INTIMIDADE: PRÓS E CONTRAS

As pessoas desancam o casamento. Dizem que o amor mingüa, que o sexo começa a rarear, que a rotina é acachapante. Dizem, dizem, mas as pessoas seguem casando e mantendo-se casadas por quilométricos anos. Qual é a boa dessa história? Uma jóia chamada intimidade. Íntimos, muitos acreditam, são duas pessoas que possuem relações físicas e emocionais entre si. É bem mais que isso. Intimidade é você não precisar verbalizar tudo o que pensa, é aceitar a solidão do outro, é estarem familiarizados com o silêncio de cada um. Intimidade é não precisar estar linda em todos os momentos, não precisar ser coerente em todas as atitudes, é rirem juntos de uma história que só eles conhecem o final.

Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos.

Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper. Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida compartilhada.

Muitos mantém-se casados por causa desse idílio que é não precisar se anunciar todo dia como um investimento seguro, podendo inclusive usar aquelas camisetas puídas e comer o "s" de um palavra no plural sem que a sua cotação desabe. Só há uma coisa ruim na intimidade: a falta que faz um pouco de cerimônia.

Calcinhas penduradas no banheiro, o telefonema sempre na mesma hora da tarde, o arroto que dispensa o pedido de desculpas, o lençol amarfanhado, a TPM todo santo mês, o mesmo perfume, as mesmas reações, o mesmo cardápio. O lado negro de um matrimônio feliz.

O casamento dá uma intimidade rara, apaziguadora, salutar. Não há máscaras nem teatro: é o habitat natural de um homem e de uma mulher que se querem como são. A intimidade salva as relações extensas, a não ser quando as corrói. Contradição maquiavélica. O melhor e o pior dos mundos, nos obrigando a escolher entre o habitual e a novidade, entre a paz e a adrenalina, entre a rede e o salto. Sedução x segurança: que vença o melhor.
Martha Medeiros

sábado, 19 de setembro de 2009

Indiferenca

O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mamy que mandou...

" Quando alguém caminha numa corda bamba sabe que, cá e lá, é preciso dar uma paradinha, para que consiga retomar o equilíbrio e continuar.

É exatamente o que não estamos acostumados a fazer: parar! Parar para respirar, saber onde vamos pôr os pés, alinhar a postura, concentrar-se no objetivo ou quem sabe retomá-lo.

Na verdade, o estímulo mundano nos faz seguir de qualquer forma. Sei que é uma opção difícil; sei também que, por isso, nem todo o mundo tem coragem de parar. É... parar exige coragem e, talvez, seja exatamente o que você precisa fazer para não seguir de qualquer forma!"

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Um "simples" JANTAR

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam
O que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer.. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'.
Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'.
Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.
Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos - e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda.
Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...

As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc.

Eu não faço, mas conheço quem faça.

Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Dia seguinte. É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.

Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.

Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel. Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte...
PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que
acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica um cu. Se for um desses dias em que seu corpo está um cu e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.

Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável. Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foooda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha... Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele... se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo...'. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Ex: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato?
Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu
sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima
encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.
Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para
conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa
dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta
pacientemente e tenta me acalmar.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o
encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'.

Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida! Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... nunca ousariam remarcar nada. Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar!
NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO...MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRANSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'MMM... tá cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, acho homem que repara muito meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada.
Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4?

Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos do pé, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa............... .......... ......... ......... ......... ......... R$ 350,00

Lingerie.... ......... ......... ......... ......... ......... .........R$ 140,00
Maquiagem.... ......... ......... ......... ......... ......... ....R$ 70,00

Sapato...... ......... ........ ......... ......... ....... .. .........R$ 150,00

Depilação..... ......... ......... ......... .......... ..... .... .....R$ 70,00

Mão e pé........... ......... .......... ......... ......... ...... ...R$ 20,00

Perfume..... ......... ......... ......... ......... ....... .. .......R$ 480,00( importado eh claro!)

Pílula anticoncepcional. ......... ......... ...... R$.............R$ 32,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR + OU - gastamos, para uma noite, R$ 1.300,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR A CONTA? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!


Por isto amigos, valorizem seu próximo encontro e aprendam um pouco mais, sobre este ser fantástico, chamado mulher..
PARA: MULHERES INTELIGENTES QUE PRECISEM DAR UMAS BOAS RISADAS...
e HOMENS CAPAZES DE LIDAR COM ISSO !!!
'Mulheres existem para serem amadas, não para serem
entendidas.'
(Vinicius de Moraes)

sábado, 5 de setembro de 2009

Por Padre Fábio de Melo


...Todos nós já tivemos a chance de amar. Alguns, uma única vez, mas a maioria de nós teve várias oportunidades, diversos amores. Amores curtos, mas inesquecíveis. Amores que terminaram, mas que geraram filhos. Amores que naufragaram, mas que nos amadureceram. Amores duradouros, que ainda não acabaram. Todos eles nos incentivando a continuar a tentar, porque de amar ninguém desiste...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Lei do Amor


Quando o amor ainda está mesclado
Com os impulsos do instinto e do desejo,
Nós o encontramos sob o nome de PAIXÃO.
Quando o amor traduz afinidade,
Carinho e respeito mútuo,
Nós o chamamos de AMIZADE.
Quando o amor resvalar pelos caminhos
áridos do ciúmes e da posse,
ele aprisiona, e é quando encontramos o APEGO.
Quando o amor liberta,
Nós o chamamos de RENÚNCIA.
Quando o amor ainda está fechado em si mesmo,
Como semente escura e enclausurada,
Nós o chamamos de EGOÍSMO.
Quando o amor se expande como um SOL ardente,
Em benefício do semelhante, torna-se divino,
E o chamamos de CARIDADE.
O ÓDIO é apenas a
Ausência do amor, assim
Como a sombra é a ausência de luz, ou então...
... é o amor traído e, por isso mesmo, tempestuoso.
O amor é como o sol...
... está por toda a parte.
A diferença está na maneira como o refletimos
O amor é a força que une os mundos ...
até mesmo, mundos tão diferentes,
como eu e você...
... está presente nos pequenos seres...
... e até nos recantos mais escondidos do coração.
Quando nos afastamos desse AMOR,
Sentimos o frio e a infelicidade na alma
Essa é a LEI da vida...
Estamos imersos nesse AMOR.
Vivemos dele...
E é para ele o destino de todos nós.
Amar é a Lei
Todos somos AMOR!!!
(autor desconhecido)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009


A primeira lição está dada: o amor é onipresente.
Agora a segunda: mas é imprevisível.
Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados.
Ou receber flores logo após a primeira transa.
O amor odeia clichês.
Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza.
Idealizar é sofrer. Amar é surpreender."

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Enumere!!!

Enumere os fenômenos mais lindos da natureza.
Selecione os momentos mais legais da sua vida, pode ser aquele que foi vivido no seu sonho ou até mesmo o que no próprio instante não foi tão bom assim, mas que hoje você dá boas risadas deles.
Guarde tudo em uma caixinha: os velhos amigos e os amigos velhos. O amor não vivido, o pensamento não publicado, o tempo que correu depressa demais e até mesmo o que não passou tão rápido assim...
Enumere os fatos mais bizarros da sua vida e o que você gostaria de fazer até o fim dos seus dias.
Viva!
Coloque em prática algumas loucuras. Faça uma viagem inesperada, encontre um amor de verão, leia um livro sobre poesia, literatura, um erótico e outro sobre psicanálise.
Entenda que as mentes mais brilhantes não são normais e que os românticos não são tão tolos.
Aprenda a manusear um instrumento novo e tente lidar com suas limitações.
Saiba que ser feliz é ter como melhor companhia você mesmo.
Reavalie seus valores, alguns podem estar ultrapassados.
Queira ter alguém pra dividir e construir uma vida, porque no final, é muito triste ser sozinho.
Seja bom para alguém e dê o melhor de si. Um dia terá recompensa.
Absorva sim os problemas dos outros, assim, você aprenderá a se colocar em outros lugares e enxergar com o coração.
Não seja tão metódico. Eles são chatos.
Dedique-se uma vez na sua vida, a um trabalho voluntário. Faz tão bem pra alma.
Aprenda a ser MULHER.
Tenha vontades! Seja amante, companheira, fiel, amiga.
Seja carinhosa, cúmplice.
Aprenda a cozinhar e principalmente escutar.
Chore. Lava a alma e acalma.
Enumere quantas coisas você não fez na sua vida por medo de te acharem estúpido.
Dedique ao menos um dia da semana àqueles que te deram vida e que lutam por você, só você vai saber depois, a falta que vai sentir do que não viveu.
Tente saber como é passar fome e frio. E dê valor em tudo que você tem na vida. Pode não ter todas as coisas que deseja, mas ame muito aquilo que possui.
Diga “SEMPRE” e “NUNCA”, só assim você vai saber o que é surpreender a si mesmo. Conheça o significado da palavra saudade. Você vai saber o quanto dói e o quão necessária é. Assim descobrirá momentos fantásticos.
Enumere.
Faça uma lista de suas experiências. E entenda que a mais autêntica forma de ver algo verdadeiro é transmitida pelo olhar, e a simplicidade torna tudo mais claro.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Por Martha Medeiros


Sofrer por amor é um atraso de vida, e não há remédio que entorpeça a dor, que amenize, que anestesie, nada, nada, antidepressivo não funciona nessa hora, e cocaína não ouse...
A indústria farmacêutica ainda está muito atrasada em relação à corações feridos,
não acha?
Psiquiatra, que tal?

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