
> "Cada um faz o que bem entender com o próprio corpo. Comer com
> liberdade é um direito e ninguém tem que se sacrificar para atender a
> um padrão estético, mas que ser magro é melhor do que ser gordo, é.
> Pra saúde é melhor, pra se vestir é melhor, pra se locomover é melhor,
> pra dançar é melhor. Não quer dizer que um gordo não seja feliz.
> Geralmente, são felizes à beça, mais do que muito varapau.
> Mas se fosse possível escolher entre ser magro e ser gordo sem nenhum
> efeito colateral de felicidade ou infelicidade, sem nenhum esforço, só
> no abracadabra, todo mundo iria querer ser magro, assim como todo
> mundo preferiria se cristalizar entre os 30 e os 50 anos. Eu acho. A
> não ser que eu esteja louca, o que é uma hipótese a considerar.
>
> Porém, melhor que tudo é ser gente fina. Finíssima. Isso nada tem a
> ver com a tendência atual de ser seca, de parecer um esqueleto
> ambulante. Gente fina é outra coisa.
>
> Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é
> gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa. Ela é gente
> fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. Todos a querem
> por perto. Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando
> necessário. É simpática, mas não bobalhona. É uma pessoa direita, mas
> não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir.
> Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana. Te ajuda, mas
> permite que você cresça sozinho. Gente fina diz mais sim do que não, e
> faz isso naturalmente, não é para agradar. Gente fina se sente
> confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num
> castelo no interior da Escócia.
> Gente fina não julga ninguém – tem opinião, apenas. Um novo começo de
> era, com gente fina, elegante e sincera. O que mais se pode querer?
> Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como
> o próprio nome diz, não engrossa. Não veio ao mundo pra colocar areia
> no projeto dos outros. Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é
> leviana, mesmo sendo magra. Gente fina é que tinha que virar
> tendência. Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença."
>
> Martha Medeiros
> liberdade é um direito e ninguém tem que se sacrificar para atender a
> um padrão estético, mas que ser magro é melhor do que ser gordo, é.
> Pra saúde é melhor, pra se vestir é melhor, pra se locomover é melhor,
> pra dançar é melhor. Não quer dizer que um gordo não seja feliz.
> Geralmente, são felizes à beça, mais do que muito varapau.
> Mas se fosse possível escolher entre ser magro e ser gordo sem nenhum
> efeito colateral de felicidade ou infelicidade, sem nenhum esforço, só
> no abracadabra, todo mundo iria querer ser magro, assim como todo
> mundo preferiria se cristalizar entre os 30 e os 50 anos. Eu acho. A
> não ser que eu esteja louca, o que é uma hipótese a considerar.
>
> Porém, melhor que tudo é ser gente fina. Finíssima. Isso nada tem a
> ver com a tendência atual de ser seca, de parecer um esqueleto
> ambulante. Gente fina é outra coisa.
>
> Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é
> gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa. Ela é gente
> fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. Todos a querem
> por perto. Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando
> necessário. É simpática, mas não bobalhona. É uma pessoa direita, mas
> não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir.
> Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana. Te ajuda, mas
> permite que você cresça sozinho. Gente fina diz mais sim do que não, e
> faz isso naturalmente, não é para agradar. Gente fina se sente
> confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num
> castelo no interior da Escócia.
> Gente fina não julga ninguém – tem opinião, apenas. Um novo começo de
> era, com gente fina, elegante e sincera. O que mais se pode querer?
> Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como
> o próprio nome diz, não engrossa. Não veio ao mundo pra colocar areia
> no projeto dos outros. Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é
> leviana, mesmo sendo magra. Gente fina é que tinha que virar
> tendência. Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença."
>
> Martha Medeiros

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