Quem sou eu

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"Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente. Sou isso hoje... Amanhã, já me reinventei. Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim. Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar... Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


"Eu me experimento inacabado. Da
obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina. Sou como o rio em
processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com
filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de
pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo
afluentes e com eles me transformo.


O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando
me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me
fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber.
O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a
vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações
inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de
muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi
mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas
também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É
nessa hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos,
previsíveis.


Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e
cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver
para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso
continuar.


Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já
anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende
deste contraste, deste inacabado que há em mim.


Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser
multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a
febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas."

Pe Fábio de Melo

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